ACAL

O TANABATA MATSURI, originou de uma lenda, criada há mais de quatro mil anos e inspirada nas estrelas Vega e Altair: conta a história de uma certa Princesa Orihime e seu amado Kengyu.

A princesa Orihime era uma excelente tecelã e confeccionava a mais perfeita seda de que se tinha notícia.

Preocupado com sua excessiva dedicação, o rei ordenou que ela se distraísse, dando passeios diários pelo reino.

Em uma dessas ocasiões, Orihime conheceu o pastor Kengyu e os dois se apaixonaram. Esquecendo-se completamente de suas obrigações, a princesa tecelã e o pastor dedicaram todo o tempo a esta paixão e por este motivo foram castigadas, sendo transformados em estrelas e separados pela Via Láctea.

Comovido com a tristeza do casal, o Senhor Celestial permite um único encontro anual entre eles, num dia de julho.

Em agradecimento à dádiva recebida, o casal atende aos pedidos feitos em papéis coloridos (irogami/tanzaku) e pendurados em bambus (sassadake).

A festa foi introduzida no Japão pela Família Imperial no início do século IX com o nome de Tanabata Matsuri.

No Brasil, o TANABATA MATSURI é realizado nas calçadas da Praça da Liberdade-Japão, Rua Galvão Bueno e Rua dos Estudantes, onde dezenas de enfeites de Tanabata são pendurados em 70 bambus de aproximadamente treze metros de altura, com três enfeites de papéis coloridos com longas caudas, em cada bambu.

Ficam à disposição do público os “Tanzakus”, papeletas para escreverem os seus pedidos e pendurarem nos ramos dos bambus chamados “Sassadake”.

Diversas intervenções culturais e artísticas como apresentação de danças folclóricas orientais com participação de mais de 700 dançarinas voluntárias de várias Associações, apresentação do grupo de Taikô (tambores japoneses), shows musicais, atrações de jovens, oficina de origami (dobraduras de papel), mesclando com a Feirinha da Liberdade com suas barracas uma boa opção de lazer, cultura e gastronomia.

O ritual do Tanabata Matsuri conclui-se pós-evento, em que se realiza uma cerimônia de queima dos “Tanzakus” papeletas de pedidos. A fumaça gerada pela queima, simboliza a forma de se entregar os pedidos aos Deuses, para que sejam atendidos.